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Direção
Defensiva
Comportamentos Seguros no Trânsito
Como você viu, existem vários tipos de colisão
que podem acontecer com o seu veículo, e os comportamentos
perigosos dos motoristas nas vias também são bem variados,
mas o fator mais comum nos acidentes é não ter conseguido
desviar ou parar a tempo o seu veículo, evitando a colisão.
Como parar
Você, motorista defensivo, deve conhecer os tipos de paradas
do veículo, tempo e distância necessários para
cada uma delas.
Distância de seguimento
É aquela que você deve manter entre o seu veículo
e o que vai à frente, de forma que você possa parar,
mesmo numa emergência, sem colidir com a traseira do outro.
Distância de reação
É aquela que seu veículo percorre, desde o momento que
você vê a situação de perigo, até
o momento em que pisa no freio. Ou seja, desde o momento em que o
motorista tira o pé do acelerador até colocá-lo
no freio.
Distância de frenagem
É aquela que o veículo percorre depois de você
pisar no freio até o momento total da parada. Você sabe
que o seu veículo não pára imediatamente, não
é mesmo?
Distância de parada
É aquela que o seu veículo percorre desde o momento
em que você vê o perigo e decide parar até a parada
total do seu veículo, ficando a uma distância segura
do outro veículo, pedestre, ou qualquer objeto na via.
Importante:
Você deve ter percebido que a distância de parada é
a soma da distância da reação mais a distância
de frenagem e, portanto, a distância de seguimento deve ser
maior que as duas juntas, para evitar a colisão com o veículo
da frente.
Distância Segura
Para você saber se está a uma distância segura
dos outros veículos, vai depender do tempo, sol ou chuva, da
velocidade, das condições da via, dos pneus e do freio
do carro, da visibilidade e da sua capacidade de reagir rapidamente.
Existem tabelas e fórmulas para você calcular esta distância,
principalmente nas rodovias, mas como elas variam muito, e dependem
além do tipo e peso do veículo, de outros fatores que
também variam muito, o melhor é manter-se o mais longe
possível (dentro do bom senso), para garantir a sua segurança.
Porém, para manter uma distância segura entre os veículos
nas rodovias, sem a utilização de cálculos, fórmulas
ou tabelas, vamos lhe ensinar a usar "o ponto de referência
fixo"
Observe a estrada à sua frente e escolha um ponto fixo de referência
(à margem) como uma árvore, placa, poste, casa etc.
Quando o veículo que está à sua frente passar
por este ponto, comece a contar pausadamente: cinqüenta e um,
cinqüenta e dois. (mais ou menos dois segundos).
Se o seu veículo passar pelo ponto de referência após
você ter falado as seis palavras, significa que a sua distância,
é segura.
Se você passar pelo ponto de referência antes de contar
(cinqüenta e um e cinqüenta e dois), deve aumentar a distância,
diminuindo a velocidade, para ficar em segurança.
Este procedimento ajuda você a manter-se longe o suficiente
dos outros veículos em trânsito, possibilitando fazer
manobras de emergência ou paradas bruscas necessárias
sem o perigo de uma colisão.
Atenção:
Esta contagem só é válida para veículos
pequenos (até 6 metros) e na velocidade de 80 e 90 km e em
condições normais de veículo, tempo, estrada.
Cinto de segurança
Como o próprio nome diz, este é um dispositivo que garante
a sua segurança em caso de acidentes, além de fazer
parte dos equipamentos obrigatórios e seu uso dentro das cidades
e nas rodovias é obrigatório a todos os ocupantes do
veículo, menos nos de transporte de passageiros, percursos
nos quais é permitido viajar em pé.
Atualmente são usados três tipos de cinto:
Cinto pélvico - aquele que prende à cintura
Cinto torácico - aquele que prende ao peito
Cinto de três pontos - aquele que prende ao peito e ao quadril
ao mesmo tempo
O cinto de três pontos é o que dá mais proteção
ao motorista, impedindo que ele seja jogado para fora do veículo,
ou mesmo contra o painel ou partes contundentes do veículo,
que causam muitas vezes danos físicos, graves ou a morte.
O cinto é de uso obrigatório para os ocupantes na parte
da frente dos veículos, e a partir de primeiro de janeiro de
1999 para todos os passageiros (conforme resolução do
CONTRAN) e quem não usar fica sujeito à penalidade prevista
no Código. No banco de trás (até 1º de janeiro
de 1999) pode ser usado o pélvico ou o torácico, sendo
um para cada pessoa, mesmo as crianças.
Crianças menores de 10 anos só podem ser transportadas
no banco de trás, usando o cinto e quando for bebê de
colo (até quatro anos) tem que usar a cadeira e o suporte próprio
para prender o cinto (no banco de trás).
Nos veículos de transporte de escolares, tem que haver o cinto
para cada ocupante e deve ser corretamente usado.
Veja mais informações sobre o Cinto de Segurança
É importante lembrar que além de obrigatório,
o cinto faz parte da sua segurança e usá-lo em todas
as ocasiões é sua obrigação e só
depende de seu uso constante para formar o hábito.
Elementos básicos da Direção
Defensiva
O que é e quais são as condições
adversas
Os fatores importantes para evitar acidentes
Como previnir acidentes
Dirigindo em (auto)estradas
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